sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Os 3 fenômenos astronômicos que ocorrem simultaneamente entre sexta e sábado

É a de tirar do armário binóculos e telescópios porque entre a noite desta sexta-feira e a madrugada de sábado três fenômenos astronômicos vão ocorrer quase que simultaneamente: um eclipse lunar parcial, uma Lua de Neve e a passagem do cometa 45P.

O eclipse lunar ocorre quando a Terra fica entre a Lua e o Sol. Este alinhamento faz com que a sombra da Terra seja projetada sobre a Lua.

O que poderá ser observado neste fim de semana é conhecido como eclipse lunar penumbral: a Lua cheia vai perder um pouco do seu brilho intenso, como se houvesse um filtro ou véu na frente do disco lunar.

Segundo a Nasa, a agência espacial americana, o eclipse vai poder ser visto esta noite na Europa, África, oeste da Ásia e no leste das Américas do Sul e do Norte.

No Brasil, o fenômeno poderá ser observado de 20h34 às 24h53, pelo horário de Brasília de acordo com a Nasa.

Agora ou daqui a 5 anos
E o que é a Lua de Neve?

Este é o nome dado no hemisfério norte à primeira Lua cheia de fevereiro, época das tempestades de neve.

Entre algumas tribos indígenas da América do Norte, a Lua de Neve também é chamada de Lua da Fome, porque nesta época do ano é difícil caçar e conseguir alimentos.

Poucas horas depois do eclipse, será a vez do cometa 45P passar a cerca de 12 milhões de quilômetros da Terra - a menor distância desde 2011.

Descoberto em 1948, este cometa aparece a cada cinco anos e tem estado visível desde dezembro, de acordo com os astrônomos.

Quem quiser observá-lo esta noite vai notar uma luz tênue se movendo no céu. Se perder a chance, só em 2022...

Fonte: Portal Terra

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Área vulcânica da Etiópia dá pistas para a busca de vida extraterrestre.

No calor seco e opressivo um odor de enxofre e cloro toma conta do ar. A paisagem rochosa revela superfícies verde-limão e amarelas que se parecem com ovos mexidos gosmentos.

Piscinas de água ácida quase fervente borbulham entre estranhas formações de rochas e minerais: montinhos de sal branco em forma de colmeia, treliças amarelo-gema de crosta sulfúrica, detritos vermelho-arroxeados. Perto dali, rochas ricas em ferro têm o formato de cogumelos achatados. Sob o chão, um som oco ressoa e emite um chiado de líquido borbulhante. Cones e pequenas chaminés minerais balbuciam sussurros alienígenas.

Embora essa pareça uma cena extraterrestre, a paisagem pertence à Depressão de Danakil, na remota região de Afar, no nordeste da Etiópia, perto da divisa com a Eritreia.

Cerca de cem metros abaixo do nível do mar, a Depressão de Danakil é um dos lugares mais baixos do mundo. Trata-se também de um dos lugares mais quentes da Terra, com uma média de temperatura diária 34,4 graus Celsius e apenas 100 milímetros de chuva por ano.

Essa região vulcânica é conhecida como uma maravilha geológica. De fato, uma das poucas áreas minimamente estudadas da Depressão de Danakil envolve sua fantástica geologia, não sua biologia. Agora, os cientistas a pesquisam para entender as possibilidades de vida em outros planetas e luas, apesar da volatilidade política da região e os episódios esporádicos de violência entre a Etiópia e a Eritreia.

Este mês, uma equipe de astrobiólogos da Europlanet, um consórcio de órgãos de pesquisa e empresas que realizam pesquisas planetárias, voltou ao local para estudar a geologia, a mineralogia e especialmente a biologia da depressão, como um análogo da superfície de Marte.

Felipe Gómez Gómez do Centro de Astrobiologia de Madri liderou a primeira expedição da equipe no ano passado para estudar os extremófilos de Danakil, micróbios que vivem em condições extremas. Os pesquisadores de Madri, da Universidade de Bolonha e da Escola Internacional de Pesquisa em Ciências Planetárias, ambas na Itália, acompanhados por cientistas da Universidade de Mekelle, na Etiópia, estão isolando e identificando as bactérias que resistem a esse ambiente hostil de calor, acidez e salinidade elevados.

O objetivo é "tentar saber quais são os limites da vida e a possibilidade de subsistência dessas espécies em outros planetas, como Marte", afirmou Gómez, que é membro da equipe científica da Curiosity, a sonda de exploração da NASA que pousou em Marte há mais de quatro anos.

Ele também estudou outros extremófilos, tais como os micróbios que sobrevivem no Rio Tinto, ácido e rico em ferro, no sudoeste da Espanha. Para essa pesquisa, ele e os colegas expuseram um acidófilo a uma simulação das condições de Marte, descrita em um artigo de 2010 na revista científica Icarus.

Missões de Marte
As novas informações de Danakil poderiam ser aplicadas às missões de Marte. Estudar os micróbios de Danakil é "uma maneira de nos treinar para identificar diferentes formas de vida para a exploração astrobiológica", afirmou Gómez. Embora Marte atualmente tenha temperaturas baixíssimas, sua origem é vulcânica e pode ser similar aos primórdios da Terra.

Um dos objetivos é explorar formas de identificar sinais de vida em ambientes extremos. "O que é vida? Quais são seus limites? Os cientistas não concordam com uma definição. Se encontrarmos vida em Marte, seríamos capazes de reconhecê-la? Acredito que não", afirmou Gómez.

A Depressão de Danakil, uma fossa tectônica que se estende do vulcão de Dallol, na Etiópia, até as planícies salinas do Lago Assal, no Djibuti, se encontra na convergência de três placas tectônicas que se separam lentamente. À medida que a superfície se distancia e afina ao longo de milênios, a terra afunda ainda mais.

Há milhares de anos, o grade Deserto de Danakil fazia parte do Mar Vermelho. Entretanto, erupções vulcânicas formaram barreiras rochosas e criaram um mar continental que, com o passar do tempo, evaporou com o intenso calor. Vastas salinas e lagos de água salgada continuam a existir na região e ainda são explorados pelas tribos nômades de Afar, que transportam o sal de Danakil por meio de caravanas de camelos.

Dallol, que significa desintegração no idioma afar, é a área que abriga essas formações coloridas e extraterrenas. Aqui, o magma aquece a água do lençol freático, que sobe à superfície e dissolve o sal, a potassa e outros minerais quando emerge por meio de fontes termais. A salmoura evapora, deixando crostas coloridas por minerais, ferro e algas halófilas que vivem no sal, criando essa paisagem multicolorida.

Água a 90°C
Algumas piscinas de água chegam a 90 graus Celsius. A combinação de calor, acidez elevada e grande concentração de enxofre leva à formação de chaminés amarelas. Outras piscinas de água termal chegam a 40 graus Celsius e adquirem uma tonalidade turquesa, graças aos sais de cobre.

No ano passado, pesquisadores da Europlanet colheram amostras de água das chaminés de sal, das piscinas azuis e vermelhas, e das crostas marrons e amarelas. Embora halófilos – micróbios que sobrevivem em condições salinas – tenham sido identificados em Dallol, essa nova pesquisa é a primeira a se concentrar em micróbios que vivem em condições de acidez e calor extremos, além de alta salinidade, afirmou Gómez.

Os pesquisadores estão isolando bactérias e seu DNA e também realizam sequenciamento genético para identificar bactérias. Entre elas estão as quimiolitótrofas – micro-organismos que obtêm energia de compostos inorgânicos –, que são encontrados em águas termais e chaminés minerais. Esses microorganismos não precisam de luz do sol para obter energia e geralmente são encontrados em ambientes extremos como fontes hidrotermais no solo oceânico.

Primeiras bactérias da Terra
Esses organismos simples podem sobreviver como "uma minúscula bateria" e provavelmente estão entre as primeiras bactérias a surgir na Terra, afirmou Gómez, acrescentando que "é isso que os torna tão interessantes do ponto de vista astrobiológico".

Quimiolitótrofas podem usar compostos inorgânicos reduzidos – como sulfeto, enxofre elementar, hidrogênio e amônia – como fonte de energia, e são capazes de crescer sem compostos orgânicos e luz. Os cientistas creem que esse tipo de metabolismo ocorre apenas com procariotas, micróbios sem núcleo.

O enxofre é abundante em Dallol porque a área era coberta por oceanos no passado. Aqui, o vapor de enxofre sai de chaminés no chão. Nas obscuras profundezas marinhas, o enxofre pode ser a principal fonte de energia para determinados tipos de bactérias que vivem longe da luz solar. Em Dallol, as fontes de enxofre estão ao alcance da superfície da Terra.

Os cientistas ainda estão estudando as primeiras amostras de Danakil, mas "sabemos que há vida", afirmou Gómez.

A recente expedição vai se concentrar no relacionamento das bactérias com a atmosfera. Os pesquisadores vão estabelecer estações ambientais para registrar vento, temperatura, umidade, etc., "para estudar o ambiente por completo, como o que a Curiosity faz em Marte", afirmou Gómez.

Porém, nesse caso, os cientistas não precisarão sair da Terra.

Fonte: UOL

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

XVIII CONGRESSO BRASILEIRO DE UFOLOGIA

Vem ai ....


Bombardeio de meteoritos não estimulou biodiversidade marinha na Terra.

A explosão de vida oceânica há 471 milhões de anos não foi provocada por um bombardeio de meteoritos, revela um estudo divulgado nesta terça-feira (24), desafiando a teoria predominante sobre o evento.

Sem oferecer uma explicação alternativa para o que é conhecido como o Grande Evento de Biodiversificação do Ordoviciano (GOBE), pesquisadores da Suécia e da Dinamarca disseram que a expansão de criaturas começou dois milhões de anos antes do bombardeio de rochas espaciais.

A conclusão foi baseada na datação de sedimentos de meteoritos na Suécia.

"Este estudo mostra que os dois fenômenos não estão relacionados", escreveram os pesquisadores na revista científica Nature Communications.

Para o coautor do estudo Anders Lindskog, da Universidade de Lund na Suécia, os dados mostraram que "não há influência 'extraterrestre' mensurável na biodiversidade" nos oceanos da Terra.

O GOBE, que expandiu enormemente a diversidade da vida marinha, começou cerca de 70 milhões de anos após a primeira explosão de vida na Terra, durante o período Cambriano, há cerca de 540 milhões de anos.

Alguns cientistas afirmam que o evento do Ordoviciano foi provocado por uma colisão de objetos no cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter, fazendo chover fragmentos no nosso planeta.

Tal bombardeio pode ter mudado o ambiente justo o suficiente para estimular a diversificação da vida existente, segundo a teoria.

A questão do que causou essa diversificação continua em aberto, mas Lindskog especula que se tratou provavelmente de uma combinação de eventos e processos.

"É razoável que os níveis muito altos do mar que prevaleceram durante o Ordoviciano (...) simplesmente ofereceram mais espaço para a vida prosperar", disse à AFP.

"Combinando esse fator com a presença de muitos pequenos continentes (permitindo mais faunas endêmicas) e as mudanças climáticas benéficas (provavelmente resfriamento), temos uma boa 'receita' para a biodiversificação", afirmou o pesquisador por e-mail.

Fonte: Globo.com

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Sonda Juno captura imagens da sétima 'pérola de colar' de Júpiter.

A câmera da sonda Juno capturou a sétima “pérola do colar” de Júpiter, segundo divulgou a Nasa. O planeta tem oito “pérolas” - tempestades no sentido anti-horário que aparecem na superfície em forma oval branca.

Desde 1986, essas tempestades variam de número - de seis para nove. Hoje, são oito visíveis. A imagem da sétima delas foi feita em 11 de dezembro, às 12h27 (15h27, horário de Brasília), no terceiro voo rasante da sonda Juno. A nave estava a cerca de 24.600 quilômetros do planeta.

A missão Juno
Após 5 anos de viagem, a sonda Juno chegou à órbita de Júpiter no dia 5 de julho deste ano.

A sonda se aproximou sobre o pólo-norte do planeta, mostrando uma perspectiva inédita do sistema de Júpiter - incluindo as suas quatro grandes luas. Um laboratório da Nasa localizado em Pasadena, na Califórnia, administra a missão Juno, chefiado pelo pesquisador Scott Bolton, que também ajudou a levar uma sonda a Saturno.

Lançada em 5 de agosto de 2011, a sonda percorreu 716 milhões de quilômetros - quase 18 mil voltas na Terra - até o planeta. Se nada der errado, a missão deve ser encerrada em fevereiro de 2018.

Fonte: Globo.com

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

O mistério do objeto mais esférico já encontrado no Universo.

Se tem algo raro de se encontrar no Universo, é uma esfera perfeita. Os planetas e as estrelas não são. As forças centrífugas a que são submetidos fazem com que sejam "esmagados" nos pólos.

Mas, a 5.000 anos-luz da Terra, está Kepler 11.145.123 (ou KIC 11145123), cuja esfera parece desafiar as leis da física. Trata-se do objeto mais esférico encontrado no espaço até agora.

A sua esfera está tão perfeitamente intacta que pesquisadores do Instituto Max Planck para o Sistema Solar e da Universidade de Gottingen, na Alemanha, estão intrigados em descobrir o que leva o objeto a ser alheio às turbulências do espaço.

"Kepler 11145123 é o objeto natural mais esférico que já medimos, é muito mais redondo do que o Sol", disse o astrônomo Laurent Gizon, chefe do estudo.

Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores usaram uma técnica conhecida como sismologia, ou asterosismologia estelar, que estuda a estrutura interna das estrelas e determina a esfericidade do objeto.

Passo de tartaruga
Ao girar em seus eixos, as luas, planetas e estrelas são submetidos a forças centrífugas que achatam seus pólos.

O nosso Sol tem um ciclo de rotação de 27 dias e o raio da sua circunferência é 10 quilômetros maior na sua linha do equador do que nos pólos. No caso da Terra, essa diferença é de 21 quilômetros.

Já a KIC 11145123 apresenta uma diferença de apenas 3 quilômetros, incrivelmente pequena se considerarmos que esta estrela tem um raio de 1,5 milhões de quilômetros, duas vezes maior do que o Sol.

O Sol é muito menor que Kepler 11145123, mas tem uma rotação mais rápida e um campo magnético distinto.

Embora os especialistas não tenham uma resposta conclusiva sobre a razão deste fenômeno, eles dão alguns palpites:

"A rotação desta estrela é surpreendentemente mais lenta, três vezes mais devagar do que o Sol, e não sabemos exatamente o motivo", disse Gizon à BBC.

"Mas, ao girar mais devagar, deforma menos", acrescentou.

Além disso, seu centro gira mais lentamente do que suas camadas externas.

Campo magnético
O especialista afirma que a rotação não é, no entanto, o único fator que determina a forma de uma estrela.

Também existe o campo magnético.

"Nós percebemos que esta estrela parecia um pouco mais arredondada do que previa sua rotação", diz o especialista.

"É por isso que também atribuimos sua forma à presença do campo magnético".

"Nós sugerimos que seu fraco campo magnético (muito mais fraco do que o do Sol) seja uma possível explicação para a sua esfericidade", relataram os autores do estudo, publicado na revista Science Advances.

Para os cientistas, a forma da estrela KIC 11145123 traz à tona dúvidas sobre a origem dos campos magnéticos.

"Este trabalho é um primeiro passo no estudo de formas estelares com a asterosismologia", conclui.

Fonte: Globo.com

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Agência Europeia investiga pouso de módulo que chegou a Marte.

A Agência Espacial Europeia (ESA) investiga o status do módulo Schiaparelli, que chegou a Marte no início da tarde desta quarta-feira (19). Minutos depois de sua entrada na atmosfera, o sinal foi perdido. Os especialistas devem trabalhar durante toda a noite e passar mais informações na manhã desta quinta. 

A missão também pôs, simultaneamente, a sonda TGO (Trace Gas Orbiter) na órbita do planeta. A operação é uma parceria entre russos e europeus e busca testar a capacidade dos parceiros de aterrissar um módulo de maneira segura no planeta vermelho, 13 anos depois das desventuras do pequeno robô Beagle 2. 

Até hoje, apenas os americanos conseguiram pousar em Marte equipamentos que funcionaram em seguida. 

Sobre a missão
A sonda e o módulo de pouso Schiaparelli constituem o primeiro episódio da ExoMars, uma ambiciosa missão científica entre Rússia e Europa, dividida em duas etapas (2016 e 2020) e que pretende buscar indícios de vida atual e passada em Marte. 

A TGO orbita na atmosfera de Marte para detectar rastros de gases como o metano, que poderia indicar a presença de uma forma de vida atual no planeta. 

O clima no planeta vermelho não é excelente. "Há tempestades de poeira. Mas nada dramático. Não atrapalha. Não é inquietante", disse o diretor do módulo de pouso, Thierry Blancquaert, que estava no Centro Europeu de Operações Espaciais (ESOC), em Darmstadt (Alemanha). 

Segunda tentativa
Esta é a segunda vez que a Europa tenta conquistar Marte. Em 2003, a sonda Mars Express lançou o pequeno módulo Beagle 2, de concepção britânica, mas o robô nunca deu sinais de vida. Os cientistas sabem desde 2015 que ele pousou, mas estava danificado. 

Depois de uma viagem de sete meses, TGO e Schiaparelli se separaram no domingo. O módulo, com massa de 577 kg ao partir, segue agora para Marte. 

O módulo de pouso é uma cápsula de 2,40 metros de diâmetro que se parece um pouco a uma piscina inflável para bebês. 

Fonte: Globo.com